Espera-me um fim de semana em Paris. Respiro fundo. Adoro Paris, mas estou a viver de uma mala, de quartos de hotel e de reuniões há uma semana e ainda tenho outra pela frente.
Sei que, em regra, há uma percepção glamorosa de se estar fora, sobretudo, não me perguntem porquê, quando em trabalho. Eu, talvez porque já habituada, não lhe reconehço qualquer glamour, senão vejamos, a maioria das vezes significa dias e dias com pessoas que não conhecemos e com quem não trocamos mais do que um bom dia ou o ocasional "Olá", está-se cercad eoito horsa, ou mais, numa sala (que, tradicionalmente - outro fenómeno que não percebo - não tem janelas), chega-se ao fim do dia com um grau de cansaço fora normal (que eu, pessoalmente, justifico com o facto de estar o dia inteiro e falar, escrever e pensar numa língua que não é a minha, por mais fluente que seja) que não permite muito mais do que uma volta à volta do hotel, depois do jantar.
Já me habituei, como disse, a esta rotina. E, como adoro o que faço, aprendi a viver com o cansaço, com as burocracias no aeroporto (tira passaporte/BI-bording pass-portátil-saco de plástico com líquidos com não mais de 100ml-sapatos-casaco-guarda passaport/BI-boarding pass-portátil-saco de plástico com líquidos com não mais de 100ml-calça os sapatos-veste o casaco.... só aqui vai um grande uff!), com o pouco tempo em casa, sempre ou quase sempre longe dos amigos. Mas, desta vez, nem Paris me parece sorrir. O que é estranho, como é que Paris não nos sorri. Eu só justifico essa situação com a minha inrensa saudade de casa e com o facto de Paris me trazer memórias tristes... espero no entanto puder fazer as pazes com a cidade da luz neste fim de semana... entre museus e cafés, com talvez uma passagem na ópera, espero que tudo pareça ainda mais bonito do que é!
Thursday, December 3, 2009
Monday, November 23, 2009
De regresso à actividade bloguista
Foram alguns os meses em que estive afastada deste blogue... sem nenhuma razão concreta, a não ser a total falta de inspiração para o mesmo. Mas, o verão passou, já demos um abraço ao Outuno, pelo caminho eu mudei de trabalho... e aventuro-me, agora, num projecto de obras em casa (!), quando resolvidas questões com o vizinho de cima - nada como uma inflitração no tecto para fomentar as relações de (boa? - remains to be seen) vizinhança.
Primeiro passo, pedir orçamentos, e nisto tenho andado os últimos dias, explicando que a cozinah é antiga, que quero a,b e c e não d, e, e f... nunca pensei, confesso, que fosse tão cansativo. Segundo passo, tremo só de pensar nele, há-de ser escolha de materiais... o que vale é que tenho uma ideia mais ou menos concreta do que quero (e do que poderei adquirir - aspecto financeiro não pode ser descurado, entenda-se) e espera-se uma ajuda preciosa do patronato, arquitecto de profissão, com mais talento para estas coisas do que eu.
E, enfim, com esta aventura, uma agenda carregada de trabalho e eventos natalícios, preparo-me para dar as boas vindas ao Inverno e a 2010;-)
Até breve, prometo
Primeiro passo, pedir orçamentos, e nisto tenho andado os últimos dias, explicando que a cozinah é antiga, que quero a,b e c e não d, e, e f... nunca pensei, confesso, que fosse tão cansativo. Segundo passo, tremo só de pensar nele, há-de ser escolha de materiais... o que vale é que tenho uma ideia mais ou menos concreta do que quero (e do que poderei adquirir - aspecto financeiro não pode ser descurado, entenda-se) e espera-se uma ajuda preciosa do patronato, arquitecto de profissão, com mais talento para estas coisas do que eu.
E, enfim, com esta aventura, uma agenda carregada de trabalho e eventos natalícios, preparo-me para dar as boas vindas ao Inverno e a 2010;-)
Até breve, prometo
Sunday, June 21, 2009
Lisboa
Gosto de caminhar por Lisboa à noite... gosto da sua tranquilidade e, no verão, do seu calor temperado pela brisa, das suas calçadas antigas, das suas ruas, ruinhas, travessas e becos.
Regresso do cinema, um filme razoável, sobretudo para a época estival, que, sabemos, nos brinca pouco no cinema. Deixo-me andar devagar. Não quero ir para casa. E, em vez do táxi, faço o meu caminho do costume, que calcorreio todos os fins de semana, e dias de semana quando não trabalho por algum motivo. Caminho devagar, com música a tocar no ipod, deixo-me levar pela paz da rua, com pouco ou quase nenhum movimento. O movimento suficiente para afastar a insegurança de ser quase meia noite e estar sozinha.
Deixo-me ir, nos vinte minutos de caminhada, procuro ordenar ideias, depois de um dia em que isso não foi possível. Não têm sido todos assim?
Caminho, mais devagar do que o meu caminho, como se a preguiça tomasse conta da minha passada, ou a minha total "invontade" de regressar para o trabalho que me espera... porque não deixá-lo para amanhã? Sei que não posso, ou melhor, não devo.
Deixo que a o silêncio mesclado com a música me invadam,... não me apetece voltar para casa. É só isso.
Regresso do cinema, um filme razoável, sobretudo para a época estival, que, sabemos, nos brinca pouco no cinema. Deixo-me andar devagar. Não quero ir para casa. E, em vez do táxi, faço o meu caminho do costume, que calcorreio todos os fins de semana, e dias de semana quando não trabalho por algum motivo. Caminho devagar, com música a tocar no ipod, deixo-me levar pela paz da rua, com pouco ou quase nenhum movimento. O movimento suficiente para afastar a insegurança de ser quase meia noite e estar sozinha.
Deixo-me ir, nos vinte minutos de caminhada, procuro ordenar ideias, depois de um dia em que isso não foi possível. Não têm sido todos assim?
Caminho, mais devagar do que o meu caminho, como se a preguiça tomasse conta da minha passada, ou a minha total "invontade" de regressar para o trabalho que me espera... porque não deixá-lo para amanhã? Sei que não posso, ou melhor, não devo.
Deixo que a o silêncio mesclado com a música me invadam,... não me apetece voltar para casa. É só isso.
Thursday, June 18, 2009
temos sempre de pensar no futuro?

pergunta que me tenho feito, quando nos dizem simultaneamente que "temos de viver o momento como se fosse o último". Chegarão mesmo os momentos que vamos tendo e vivendo, ou temos de ter o plano traçado?
E pergunto isto, porque por vezes me sinto perdida em todas estas contradições, que me dizem ser da vida moderna... e pergunto quando tenho a nítida sensação que estão a traçar o plano por mim, mas pode ser só uma sensação.
Sunday, June 14, 2009
A menina dança?
Algures, numa café em Londres, alguém me disse "once a dancer always a dancer"... lembro-me desta frase muitas vezes, sobretudo quando ando pelos estranhos caminhos da profissão que acabei por escolher, que não foi a de bailarina. Once a dancer, always a dancer, hoje precisava de dançar para espantar os espíritos e retornar às minhas bases.
Thursday, June 11, 2009
Tenho saudades

Tenho saudades da simplicidade, de quando chegava o verão e podia comer mais do que dois gelados por dia, em que o que importava era acordar e ir para a praia. Quando tudo era simples e as decisões não tinham de ser feitas. Não me intepretem mal, gosto de ter entrado nos 30', e gosto da idade adulta, do seu lado bom e mau. Mas tenho saudades de quando tudo era simples, e tenho saudades de quando, mesmo já nos 30', me senti em dias em que podia comer dois gelados por dia. Tenho saudades. E gosto do Porto e tenho saudades do Porto.
Tuesday, June 9, 2009
Viagens
A leitura de um blogue de uma amiga minha- - dei por mim a relembrar-me da minha aventura de há quase um ano.
Algures em 2008, e por desafio de uma amiga minha e o facto de outra viver em Buenos Aires, decidi que tinha de ir à Argentina. Era América Latina, era uma oportnidade única. Tinha de ir. Estava decidido.
Estava também claro que, porque tinha de tirar férias em final de Julho e início de Agosto, não tinha companhia para os meus 20 e tal dias de férias (os primeiros 20 duas seguidos de férias tirados desde 2002). Mas, e apesar de receosa, estava tão cansada e farta de trabalho que pensei, na pior das hipóteses, fico o tempo inteiro em Buenos Aires, a viver as coisas simples da vida e a descnsar o que tinha a descansar. A esta distância; que tonto raciocínio!
Mas foi assim, fiz a mala, meti camisolas de inverno suando no julho lisboeta, ainda entre viagens para Bruxelas e notas para reuniões em Lisboa. Meti, primeiro varios livros para o avião, coloquei o portátil de lado. Depois, refiz a mochila de mão, além do guia novo em folha e por abrir (sim, cheguei a Buenos Aires sem abrir o guia, confiante - e com razão - de que os meus amigos me dariam ajuda e depois leria o guia - mais uma vez, com toda a razão, li-o variadas vezes ao longo do meu mês de viagem), enfiei o portátil, dois livros, um diário para a viagem (sim ainda os escrevo e à mão), i-pod com musica, o meu kit de sobrevivência/beleza para 14h ou mais de avião seguidas, e as 5 horas no aeroporto de Madrid.
Em nenhum momento, pensei realmente que iria andar de mochila ao ombro durante três semanas, sozinha, de um lado para o outro no noroeste da Argentina. Talvez se tivesse pensado muito no assunto, não teria feito a viagem. Mas agradeço hoje mais do que nunca não ter pensado muito sobre como ia fazer a viagem, agradeço até o cansaço que me impediu de fazer grandes planos para a viagem.
Foi por isso mesmo, que a viagem à Argentina, uma verdadeira viagem, estou certa que uma das viagens da minha vida, foi o que foi: maravilhosa, energética, louca em determinados momentos, em que de repente me apercebi de que os meus limites são bem mais além do que pensava. E em todos aqueles dias, mesmo sozinha, nunca estive só. Conheci pessoas fantásticas, com quem ainda me correspondo, outras que recordo com um sorriso nos lábios, pelas alegrias e disparates que partilhámos.
E, sim, são experências que são intensas e que, pese embora o cliché, nos mudam, nos transformam. E as pessoas que conheci depois dessa mesma viagem, conheceram uma pessoa diferente, mais rica, mais independente, mais tolerante... e os amigos que já me conheciam há tantos anos, reencontraram uma pessoa que há anos estava escondida no vaivém do quotidiano.
E mesmo que de vez em quando me esqueça da promessa que fiz a mim mesma naquela viagem, em Iguaçu, mesmo que de vez em quando não me consiga recordar de que sou capaz de muito mais do que penso, há sempre um momento a seguir em que isso me é novamente relembrado. Desta feita por uma maravilhosa amiga! que também conheci numa viagem... que começou há mais de 20 anos;-)
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