segunda-feira, 13 de abril de 2009

Ler

Nunca me perguntei porque lia. Sempre foi uma coisa natural para mim, como dançar. nunca me interoguei verdadeiramente porque é que dançava. Fazia parte de mim, desde pequena, e por mais curiosa e "perguntadeira" que fosse-e era bastante - estas duas coisas nunca fizeram parte do meu rol de perguntas. Ler, ou, primeiro, lerem-me e depois, sim, eu ler era ser eu, agora, tenho momentos em que leio pouco pelas circusntâncias da vida, ou melhor, não leio tanto por lazer quanto gostaria... e dançar... bem dançar era ser o meu eu mais eu. E depois de uns anos longe, voltei a encontrar esse meu eu, porque voltei a dançar.

Mas este não é um post sobre a dança. é sobre ler... o inquestionável. Mas hoje, há uns dias, peguei num livro, e sei que foi por uma razão específica, ou razões. Já tinha lido o livro hà muito tempo, e precisei de pegar nele, por saudades e boas lembranças, como se o livro me acalmasse as saudades profundas e me levasse de volta para aqueles bons momentos. E por isso, desta vez interroguei-me porque lia. Pela primeira vez. Pela primeira vez, conscientemnte, peguei em prosa na esperança de que aquela história e aquela palavras me trouxessem uma ponta de alegria, como tantos outros que li outrora, mas este em particular, que me faz regressar a um dia, a um momento, a uma hora, a um local.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Talvez um dia

e isso chama-se esperança...

domingo, 5 de abril de 2009

Rotina


Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.


Eugénio de Andrade

(a fotografia da minha autoria)

quinta-feira, 2 de abril de 2009

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Eu não sei ler só um livro...

E por isso, entre vários, hoje decidi reler uma leitura da minha adolescência, que me foi dada pela minha mãe e sua paixão pelo livro... "As memórias de Adriano"... junto-o a msi três ou quatro, uns dados por amigos, outros pela leitora voraz que é a minha mãe...

terça-feira, 31 de março de 2009

Mais um adeus
Outra separação
(...)
E de repente
Uma vontade de chorar

"Mais um adeus", letra de Vinicius de Moraes

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

O 2009 ganhou o seu ritmo e eu, por mais disciplinada que seja, deixo que o dia-a-dia me retire os meus momentos de "compasso de espera", os meus momentos de respiração. O mais de mês e meio que separa este momento de escrita do anterior testemunharam mudanças inesperadas, não planeadas. E ainda as vivo com pouca tranquilidade. Mas, dizem-me, é normal.

Foram semanas intensas e onde o precioso foram os amigos que me mantiveram crente em mim mesma. Porque o desafio era.. e.. grande e há sempre um momento de auto-questionamento que nem sempre nos leva a ver as coisas tal como elas são.

E no encontro, houve o desencontro. E mais uma vez, os amigos, mesmo que nem sempre o sabendo, deram o necessário abraço e mimo. Porque os desencontros.. bem são desencontros e por vezes tristes.

Escrevo muito sobre os amigos, porque são, para mim, fundamentais na vida, vida essa que, como diz Vinicius de Moraes, " é a arte do encontro apesar de haver tanto desencontro na Vida"