Dois anos, 6 sacos, duas malas, um mochila... e o portátil, já se esquecia. Chega de consumo, repete. É já para a semana e, à excepção do excesso das coisas que vão para o outro lado do mundo, ainda não é real.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
malas aviadas
Perplexa olha para os 6 sacos e duas malas. Dois anos, pensa, como se justificasse o acumular de coisas e a incapacidade de escolher que fundamentava aquele cenário. Ah! E não esquecer a mochila para levar no avião. Dois anos, repete. Mas não convencida. A viagem é, ainda, irreal. E as malas e os sacos organizados chocavam, pelo exagero, mas não tornavam as coisas mais reais. Simplesmente, pensava, chega de tanto materialismo, chega de "coisas", aproveita esta oportunidade, faz uma limpeza aos armários e basta de consumo. Mas continuava pouco convencida. Nada convencida. Talvez seja o cansaço de fazer as malas, arrumar papeis e, sobretudo, do acto de se despedir das pessoas que faziam com que tudo fosse irreal e pouco convincente. Como se amanhã retomasse o trabalho de sempre, com as pessoas que já conhece e as rotinas, porque são rotinas, que dão corpo ao seu quotidiano.
sábado, 17 de julho de 2010
Com as contagens decrescentes e as listas de "to do"...
vem o medo e as inseguranças que me caracterizam. O receio de não ser aceite ou de falhar, misturado com a nostalgia antecipada de deixar Lisboa e os amigos que ficam longe... E, doente, este processo torna-se mais penoso. Hoje entrei num grupo de apoio na Internet. Estava claramente a precisar com pessoas que passam pelo mesmo que eu e que podem ajudar-me com estratégias de combate.
Sou novata nestas buscas da internet, dos melhores tratamentos, das melhores estratégias... depois perco-me perante a enormidade da informação sobre "a doença" ou o "síndrome" - ainda os escrevo assim, com aspas, porque ainda os vejo como elementos estranhos a mim, quando, na realidade não são. Enfim, é a minha amiga de todos os dias, uns dias mais bem disposta, outras mais maldiposta. e estes dias tem andando muito maldiposta e tem sido um diálogo frustrante comigo mesma. o que é que é suposto eu fazer com estes níveis de frustração, em que as coisas mais simples representam momentos de dores inexplicáveis? rrrr... estes dias nem uma hora normal consigo.... e fico anti-social e triste. Mas amanhã vou acordar mais bem disposta, porque eu sou mais forte do que as """" todas que tenho ao meu redor. Vai só levar mais tempo de vez em quando... e com a mudança tudo isto parece estar em valores de insuportabilidade! Preciso de uma janela para a tranquilidade!
Sou novata nestas buscas da internet, dos melhores tratamentos, das melhores estratégias... depois perco-me perante a enormidade da informação sobre "a doença" ou o "síndrome" - ainda os escrevo assim, com aspas, porque ainda os vejo como elementos estranhos a mim, quando, na realidade não são. Enfim, é a minha amiga de todos os dias, uns dias mais bem disposta, outras mais maldiposta. e estes dias tem andando muito maldiposta e tem sido um diálogo frustrante comigo mesma. o que é que é suposto eu fazer com estes níveis de frustração, em que as coisas mais simples representam momentos de dores inexplicáveis? rrrr... estes dias nem uma hora normal consigo.... e fico anti-social e triste. Mas amanhã vou acordar mais bem disposta, porque eu sou mais forte do que as """" todas que tenho ao meu redor. Vai só levar mais tempo de vez em quando... e com a mudança tudo isto parece estar em valores de insuportabilidade! Preciso de uma janela para a tranquilidade!
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Voltando às "to do" lists" e prioridades
Hoje risquei três coisas (das chatas, chatinhas) da list da to do list para a primeira data da contagem decrescente (ele há cerca de três a correr ao mesmo tempo). Sim, isto nada como ser jurista, para se criar prazos para tudo. A primeira, termina no dia 30 de Julho. É aqui, por enquanto mais cria complicações, porque a lista de coisas a fazer em vez de diminuir aumenta.. e eu tenho neste momento, outras prioridades, que não as que me eram características.
Como escrevia há umas horas - sim, foi mesmo só há umas horas - apetece-me estar com pessoas, mesmo que sejam (neste caso, sobretudo) com as pessoas com quem partilho a minha sala de trabalho, ou os corredores. Mas apetece-me isto, sem o computador e os códigos ao meu redor. E sem os prazos alheios aos meus.
Mas por enquanto é mesmo assim, entre a falta de produtividade que me foge à disciplina e aquela que é da minha iniciativa consciente, o que não quero é gastar muito tempo com aquilo para o que não tenho neste momento espaço mental e, sobretudo, emocional.
Mas a lista lá está escrita na agenda, anotada no outlook, reiterada no gmail pessoal - não vá dar-se o caso de me esquecer de qualquer coisa, o melhor é ser em vários modos e meios distintos. Se um falhar, há o outro... o problema é que risco de um lado e ponho do outro, sem nunca chegar ao saldo zero. A crise está igualmente instalada, portanto, no meu quotidiano. Como diz uma pessoa que muito admiro, muita calma nesta hora, e, acrescento, citando uma outra que adoro, sorrindo sempre!
Como escrevia há umas horas - sim, foi mesmo só há umas horas - apetece-me estar com pessoas, mesmo que sejam (neste caso, sobretudo) com as pessoas com quem partilho a minha sala de trabalho, ou os corredores. Mas apetece-me isto, sem o computador e os códigos ao meu redor. E sem os prazos alheios aos meus.
Mas por enquanto é mesmo assim, entre a falta de produtividade que me foge à disciplina e aquela que é da minha iniciativa consciente, o que não quero é gastar muito tempo com aquilo para o que não tenho neste momento espaço mental e, sobretudo, emocional.
Mas a lista lá está escrita na agenda, anotada no outlook, reiterada no gmail pessoal - não vá dar-se o caso de me esquecer de qualquer coisa, o melhor é ser em vários modos e meios distintos. Se um falhar, há o outro... o problema é que risco de um lado e ponho do outro, sem nunca chegar ao saldo zero. A crise está igualmente instalada, portanto, no meu quotidiano. Como diz uma pessoa que muito admiro, muita calma nesta hora, e, acrescento, citando uma outra que adoro, sorrindo sempre!
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Contagens decrescentes...
Em regra, não as faço, a menos que obrigada. Mesmo para as coisas boas. A importância que acaba por se traduzir a data em questão cria-me angústia, mesmo quando as coisas pelas quais estou à espera são boas, sobretudo quando as coisas implicam coisas boas e umas menos simpáticas. Que, sejamos realistas, são a maioria das coisas na vida: ambivalentes, com os dois lados da moeda, em que tratamos de estabelecer um equilíbrio entre vantagens/desvantagens (sem necessidade de se fazer uma lista de prós e contras, apesar de serem úteis em momentos de indecisão).
Mas voltando à contagem decrescente, estou no meio de uma, e mesmo não querendo, a passagem de cada dia transforma-se em "tic tac", falta isto e aquilo. Mas mais difícil, implica as primeiras despedidas, os primeiros "até breve", que são isso mesmo. Até breve, mas não me apetece essa parte desta minha aventura. Gostava que tivéssemos aquela capacidade do "Star-TRek" (acho eu que era) de nos tele-transportamos em longas distâncias, assim, eu podia ir na minha aventura e não ficar tão longe das pessoas que fazem parte da minha vida.
Mas não é assim, e por isso vou começando a aprender a aceitar o "tic-tac", com resistência e desconcentrando-me do que é essencial de vez em quando, deixando que as conversas se prolonguem mais tempo, mesmo com a lista de coisas para fazer aumenta, porque apetece-me é falar com as pessoas do que escrever coisas... excepto agora que, com o calor que faz nesta cidade linda que é Lisboa, é impossível dormir... talvez vá riscar uma coisa das "to do list" e amanhã posso conversar um pouco mais...
Mas voltando à contagem decrescente, estou no meio de uma, e mesmo não querendo, a passagem de cada dia transforma-se em "tic tac", falta isto e aquilo. Mas mais difícil, implica as primeiras despedidas, os primeiros "até breve", que são isso mesmo. Até breve, mas não me apetece essa parte desta minha aventura. Gostava que tivéssemos aquela capacidade do "Star-TRek" (acho eu que era) de nos tele-transportamos em longas distâncias, assim, eu podia ir na minha aventura e não ficar tão longe das pessoas que fazem parte da minha vida.
Mas não é assim, e por isso vou começando a aprender a aceitar o "tic-tac", com resistência e desconcentrando-me do que é essencial de vez em quando, deixando que as conversas se prolonguem mais tempo, mesmo com a lista de coisas para fazer aumenta, porque apetece-me é falar com as pessoas do que escrever coisas... excepto agora que, com o calor que faz nesta cidade linda que é Lisboa, é impossível dormir... talvez vá riscar uma coisa das "to do list" e amanhã posso conversar um pouco mais...
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Inabilidade para estas coisas
Ok.. ando com dificuldades de deisgn neste meu novo projecto... queria por as minhas coisas do flirck e não consigo por o link correctamente do lado esquerdo, o que está no fim da página queria que aparecesse do lado direito, acompanhando os posts... help! Peço aos meus amigos talentosos, e, por sinal, designers;-)))
terça-feira, 22 de junho de 2010
Nova imagem, novos projectos, novidades
Mudou de nome e por boa razão, porque o compasso deixou de estar em espera e vai de viagem... para o Oriente. Como não sou uma perita nestas coisas do websdesign ainda não estou completamente feliz com a nova imagem, mas é um projecto no começo... pode ser que até eu chegar ao outro lado do mundo (ou quase), a imagem esteja um pouco diferente.
Por ora, estamos na fase da organização do que tem de ser feito para ir e na pré excitação, por falta de tempo, a excitação completa ainda não se instalou.
Continua a ser um projecto para amigos e por isso a ser assinado por Mar... esse que certamente me vai fazer fazer falta apesar do rio das pérolas que banha Macau;-)
Por ora, estamos na fase da organização do que tem de ser feito para ir e na pré excitação, por falta de tempo, a excitação completa ainda não se instalou.
Continua a ser um projecto para amigos e por isso a ser assinado por Mar... esse que certamente me vai fazer fazer falta apesar do rio das pérolas que banha Macau;-)
sexta-feira, 19 de março de 2010
NY #1
Chegou, Chegou ontem, Embrulhadinho, cuidadosamente enrolado em cartão acastanhado. Reconheci imediatamente a proveniência e desta ao conteúdo não chegou a uma milésima de segundo. Tinha chegado. Seguro, perfeito, com o cheiro de livro novo, que invade as narinas e remete para o imaginário do incíio de coisas boas. Neste caso, as férias e as viagem,
Desempacotei-o ferverosamente, mas com cuidado. E parei por um segungo. Ali estava, o meu companheiro de viagem, de seu nome lonely planet, para a cidade menos só do mundo. Amanhã como a exploração preliminar.
Desempacotei-o ferverosamente, mas com cuidado. E parei por um segungo. Ali estava, o meu companheiro de viagem, de seu nome lonely planet, para a cidade menos só do mundo. Amanhã como a exploração preliminar.
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