Foram alguns os meses em que estive afastada deste blogue... sem nenhuma razão concreta, a não ser a total falta de inspiração para o mesmo. Mas, o verão passou, já demos um abraço ao Outuno, pelo caminho eu mudei de trabalho... e aventuro-me, agora, num projecto de obras em casa (!), quando resolvidas questões com o vizinho de cima - nada como uma inflitração no tecto para fomentar as relações de (boa? - remains to be seen) vizinhança.
Primeiro passo, pedir orçamentos, e nisto tenho andado os últimos dias, explicando que a cozinah é antiga, que quero a,b e c e não d, e, e f... nunca pensei, confesso, que fosse tão cansativo. Segundo passo, tremo só de pensar nele, há-de ser escolha de materiais... o que vale é que tenho uma ideia mais ou menos concreta do que quero (e do que poderei adquirir - aspecto financeiro não pode ser descurado, entenda-se) e espera-se uma ajuda preciosa do patronato, arquitecto de profissão, com mais talento para estas coisas do que eu.
E, enfim, com esta aventura, uma agenda carregada de trabalho e eventos natalícios, preparo-me para dar as boas vindas ao Inverno e a 2010;-)
Até breve, prometo
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
domingo, 21 de junho de 2009
Lisboa
Gosto de caminhar por Lisboa à noite... gosto da sua tranquilidade e, no verão, do seu calor temperado pela brisa, das suas calçadas antigas, das suas ruas, ruinhas, travessas e becos.
Regresso do cinema, um filme razoável, sobretudo para a época estival, que, sabemos, nos brinca pouco no cinema. Deixo-me andar devagar. Não quero ir para casa. E, em vez do táxi, faço o meu caminho do costume, que calcorreio todos os fins de semana, e dias de semana quando não trabalho por algum motivo. Caminho devagar, com música a tocar no ipod, deixo-me levar pela paz da rua, com pouco ou quase nenhum movimento. O movimento suficiente para afastar a insegurança de ser quase meia noite e estar sozinha.
Deixo-me ir, nos vinte minutos de caminhada, procuro ordenar ideias, depois de um dia em que isso não foi possível. Não têm sido todos assim?
Caminho, mais devagar do que o meu caminho, como se a preguiça tomasse conta da minha passada, ou a minha total "invontade" de regressar para o trabalho que me espera... porque não deixá-lo para amanhã? Sei que não posso, ou melhor, não devo.
Deixo que a o silêncio mesclado com a música me invadam,... não me apetece voltar para casa. É só isso.
Regresso do cinema, um filme razoável, sobretudo para a época estival, que, sabemos, nos brinca pouco no cinema. Deixo-me andar devagar. Não quero ir para casa. E, em vez do táxi, faço o meu caminho do costume, que calcorreio todos os fins de semana, e dias de semana quando não trabalho por algum motivo. Caminho devagar, com música a tocar no ipod, deixo-me levar pela paz da rua, com pouco ou quase nenhum movimento. O movimento suficiente para afastar a insegurança de ser quase meia noite e estar sozinha.
Deixo-me ir, nos vinte minutos de caminhada, procuro ordenar ideias, depois de um dia em que isso não foi possível. Não têm sido todos assim?
Caminho, mais devagar do que o meu caminho, como se a preguiça tomasse conta da minha passada, ou a minha total "invontade" de regressar para o trabalho que me espera... porque não deixá-lo para amanhã? Sei que não posso, ou melhor, não devo.
Deixo que a o silêncio mesclado com a música me invadam,... não me apetece voltar para casa. É só isso.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
temos sempre de pensar no futuro?

pergunta que me tenho feito, quando nos dizem simultaneamente que "temos de viver o momento como se fosse o último". Chegarão mesmo os momentos que vamos tendo e vivendo, ou temos de ter o plano traçado?
E pergunto isto, porque por vezes me sinto perdida em todas estas contradições, que me dizem ser da vida moderna... e pergunto quando tenho a nítida sensação que estão a traçar o plano por mim, mas pode ser só uma sensação.
domingo, 14 de junho de 2009
A menina dança?
Algures, numa café em Londres, alguém me disse "once a dancer always a dancer"... lembro-me desta frase muitas vezes, sobretudo quando ando pelos estranhos caminhos da profissão que acabei por escolher, que não foi a de bailarina. Once a dancer, always a dancer, hoje precisava de dançar para espantar os espíritos e retornar às minhas bases.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Tenho saudades

Tenho saudades da simplicidade, de quando chegava o verão e podia comer mais do que dois gelados por dia, em que o que importava era acordar e ir para a praia. Quando tudo era simples e as decisões não tinham de ser feitas. Não me intepretem mal, gosto de ter entrado nos 30', e gosto da idade adulta, do seu lado bom e mau. Mas tenho saudades de quando tudo era simples, e tenho saudades de quando, mesmo já nos 30', me senti em dias em que podia comer dois gelados por dia. Tenho saudades. E gosto do Porto e tenho saudades do Porto.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Viagens
A leitura de um blogue de uma amiga minha- - dei por mim a relembrar-me da minha aventura de há quase um ano.
Algures em 2008, e por desafio de uma amiga minha e o facto de outra viver em Buenos Aires, decidi que tinha de ir à Argentina. Era América Latina, era uma oportnidade única. Tinha de ir. Estava decidido.
Estava também claro que, porque tinha de tirar férias em final de Julho e início de Agosto, não tinha companhia para os meus 20 e tal dias de férias (os primeiros 20 duas seguidos de férias tirados desde 2002). Mas, e apesar de receosa, estava tão cansada e farta de trabalho que pensei, na pior das hipóteses, fico o tempo inteiro em Buenos Aires, a viver as coisas simples da vida e a descnsar o que tinha a descansar. A esta distância; que tonto raciocínio!
Mas foi assim, fiz a mala, meti camisolas de inverno suando no julho lisboeta, ainda entre viagens para Bruxelas e notas para reuniões em Lisboa. Meti, primeiro varios livros para o avião, coloquei o portátil de lado. Depois, refiz a mochila de mão, além do guia novo em folha e por abrir (sim, cheguei a Buenos Aires sem abrir o guia, confiante - e com razão - de que os meus amigos me dariam ajuda e depois leria o guia - mais uma vez, com toda a razão, li-o variadas vezes ao longo do meu mês de viagem), enfiei o portátil, dois livros, um diário para a viagem (sim ainda os escrevo e à mão), i-pod com musica, o meu kit de sobrevivência/beleza para 14h ou mais de avião seguidas, e as 5 horas no aeroporto de Madrid.
Em nenhum momento, pensei realmente que iria andar de mochila ao ombro durante três semanas, sozinha, de um lado para o outro no noroeste da Argentina. Talvez se tivesse pensado muito no assunto, não teria feito a viagem. Mas agradeço hoje mais do que nunca não ter pensado muito sobre como ia fazer a viagem, agradeço até o cansaço que me impediu de fazer grandes planos para a viagem.
Foi por isso mesmo, que a viagem à Argentina, uma verdadeira viagem, estou certa que uma das viagens da minha vida, foi o que foi: maravilhosa, energética, louca em determinados momentos, em que de repente me apercebi de que os meus limites são bem mais além do que pensava. E em todos aqueles dias, mesmo sozinha, nunca estive só. Conheci pessoas fantásticas, com quem ainda me correspondo, outras que recordo com um sorriso nos lábios, pelas alegrias e disparates que partilhámos.
E, sim, são experências que são intensas e que, pese embora o cliché, nos mudam, nos transformam. E as pessoas que conheci depois dessa mesma viagem, conheceram uma pessoa diferente, mais rica, mais independente, mais tolerante... e os amigos que já me conheciam há tantos anos, reencontraram uma pessoa que há anos estava escondida no vaivém do quotidiano.
E mesmo que de vez em quando me esqueça da promessa que fiz a mim mesma naquela viagem, em Iguaçu, mesmo que de vez em quando não me consiga recordar de que sou capaz de muito mais do que penso, há sempre um momento a seguir em que isso me é novamente relembrado. Desta feita por uma maravilhosa amiga! que também conheci numa viagem... que começou há mais de 20 anos;-)
quarta-feira, 3 de junho de 2009
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