quinta-feira, 18 de junho de 2009

temos sempre de pensar no futuro?


pergunta que me tenho feito, quando nos dizem simultaneamente que "temos de viver o momento como se fosse o último". Chegarão mesmo os momentos que vamos tendo e vivendo, ou temos de ter o plano traçado?

E pergunto isto, porque por vezes me sinto perdida em todas estas contradições, que me dizem ser da vida moderna... e pergunto quando tenho a nítida sensação que estão a traçar o plano por mim, mas pode ser só uma sensação.

domingo, 14 de junho de 2009

A menina dança?

Algures, numa café em Londres, alguém me disse "once a dancer always a dancer"... lembro-me desta frase muitas vezes, sobretudo quando ando pelos estranhos caminhos da profissão que acabei por escolher, que não foi a de bailarina. Once a dancer, always a dancer, hoje precisava de dançar para espantar os espíritos e retornar às minhas bases.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Tenho saudades
















Tenho saudades da simplicidade, de quando chegava o verão e podia comer mais do que dois gelados por dia, em que o que importava era acordar e ir para a praia. Quando tudo era simples e as decisões não tinham de ser feitas. Não me intepretem mal, gosto de ter entrado nos 30', e gosto da idade adulta, do seu lado bom e mau. Mas tenho saudades de quando tudo era simples, e tenho saudades de quando, mesmo já nos 30', me senti em dias em que podia comer dois gelados por dia. Tenho saudades. E gosto do Porto e tenho saudades do Porto.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Viagens


A leitura de um blogue de uma amiga minha- - dei por mim a relembrar-me da minha aventura de há quase um ano.
Algures em 2008, e por desafio de uma amiga minha e o facto de outra viver em Buenos Aires, decidi que tinha de ir à Argentina. Era América Latina, era uma oportnidade única. Tinha de ir. Estava decidido.
Estava também claro que, porque tinha de tirar férias em final de Julho e início de Agosto, não tinha companhia para os meus 20 e tal dias de férias (os primeiros 20 duas seguidos de férias tirados desde 2002). Mas, e apesar de receosa, estava tão cansada e farta de trabalho que pensei, na pior das hipóteses, fico o tempo inteiro em Buenos Aires, a viver as coisas simples da vida e a descnsar o que tinha a descansar. A esta distância; que tonto raciocínio!

Mas foi assim, fiz a mala, meti camisolas de inverno suando no julho lisboeta, ainda entre viagens para Bruxelas e notas para reuniões em Lisboa. Meti, primeiro varios livros para o avião, coloquei o portátil de lado. Depois, refiz a mochila de mão, além do guia novo em folha e por abrir (sim, cheguei a Buenos Aires sem abrir o guia, confiante - e com razão - de que os meus amigos me dariam ajuda e depois leria o guia - mais uma vez, com toda a razão, li-o variadas vezes ao longo do meu mês de viagem), enfiei o portátil, dois livros, um diário para a viagem (sim ainda os escrevo e à mão), i-pod com musica, o meu kit de sobrevivência/beleza para 14h ou mais de avião seguidas, e as 5 horas no aeroporto de Madrid.

Em nenhum momento, pensei realmente que iria andar de mochila ao ombro durante três semanas, sozinha, de um lado para o outro no noroeste da Argentina. Talvez se tivesse pensado muito no assunto, não teria feito a viagem. Mas agradeço hoje mais do que nunca não ter pensado muito sobre como ia fazer a viagem, agradeço até o cansaço que me impediu de fazer grandes planos para a viagem.

Foi por isso mesmo, que a viagem à Argentina, uma verdadeira viagem, estou certa que uma das viagens da minha vida, foi o que foi: maravilhosa, energética, louca em determinados momentos, em que de repente me apercebi de que os meus limites são bem mais além do que pensava. E em todos aqueles dias, mesmo sozinha, nunca estive só. Conheci pessoas fantásticas, com quem ainda me correspondo, outras que recordo com um sorriso nos lábios, pelas alegrias e disparates que partilhámos.

E, sim, são experências que são intensas e que, pese embora o cliché, nos mudam, nos transformam. E as pessoas que conheci depois dessa mesma viagem, conheceram uma pessoa diferente, mais rica, mais independente, mais tolerante... e os amigos que já me conheciam há tantos anos, reencontraram uma pessoa que há anos estava escondida no vaivém do quotidiano.

E mesmo que de vez em quando me esqueça da promessa que fiz a mim mesma naquela viagem, em Iguaçu, mesmo que de vez em quando não me consiga recordar de que sou capaz de muito mais do que penso, há sempre um momento a seguir em que isso me é novamente relembrado. Desta feita por uma maravilhosa amiga! que também conheci numa viagem... que começou há mais de 20 anos;-)

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Jamais esqueceremos




Foi na madrugada de 3 para 4 de Junho, e cumpre não esquecer.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Há um café

Há um café numa cidade não longe daqui, mas também não perto, onde se joga xadrez. Há caixas e caixas de plástico com peças. Reis e rainhas, bispos e torres. Peões e cavalos. Os tabuleiros estão à mão de semear. E, apesar do atendimento não ser brilhante, porque lento, não faz mal. Porque ali se fica, sem ter pressa, sem procurar olhar para o relógio, naquele hábito quotidiano ou, por vezes, escondido, porque temos de sair para algum lado, ou queremos sair para outro lado.
Mas ali se fica, e joga-se e perde-se, e volta-se a jogar.
E, naquele café, onde ainda se fuma - o que não agradável qando é em segunda mão -, mas, ali, faz sentido, onde se espera e quase desespera por um café, um chá ou uma cerveja, se partilham sorrisos, entre as linhas dos tabuleiros. E cumplicidade.

O café, que fica numa cidade que não é longe, mas também não é perto - mas afinal o que são dsitâncias na realidade? - tem cadeiras de madeira, genuínas, velhas e gastas, mas com o conforto que só as cadeiras antigas conseguem ou pode ter ou assim parecem, porque ali se permanece hora atrás de hora, peão, cavalo, torre, bispo, rainha, rei, quadrado para a frente, para trás, em linha recta ou diagonal... E tem mesas de pernas também de madeira e tampos de mármore. São também antigas e altas, pelo menos para mim. E vou perdendo peça após peça. Até que não sobra nenhuma. Esse café existe, o jogos de xadrez foram de facto jogados. Tudo o resto foi uma ilusão.