no gelado, no café ou no wisky?... we will always have Paris!
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Cinzento
Talvez por vício profissional, não gosto do cinzento, e por cinzento não me refiro à cor (que me dizem ser neutra, mas deixo isso à vossa consideração), refiro-me à incerteza, ao dúbio. Talvez porque a gestão do cinzento implique paciência, qualidade que infelizmente não tenho em abudância.
fotografias
Fotografia é há já alguns anos uma das minhas paixões mais ou menos assumidas; e digo mais ou menos, porque acabo sempre por não encontrar o tempo que gostaria para lhe dedicar. Mas são raras as vezes em que não tenho uma máquina à mão, sobretudo depois da era das máquinas digitais!
Mas a fotografia é particularmente aconchengante em dias como o de hoje, em que estou cansada e com saudades de casa - o meu estilo de vida nómada tem, por vezes, os seus efeitos em mim, confesso - e com uma constipação irritante... e, por tudo isso, fui "matar saudades" dos amigos com os vários ficheiros, com anos de fotogtafias, aventuras, sorrisos (mas não só)... e estou com um bocadinho mais de energia...
Mas a fotografia é particularmente aconchengante em dias como o de hoje, em que estou cansada e com saudades de casa - o meu estilo de vida nómada tem, por vezes, os seus efeitos em mim, confesso - e com uma constipação irritante... e, por tudo isso, fui "matar saudades" dos amigos com os vários ficheiros, com anos de fotogtafias, aventuras, sorrisos (mas não só)... e estou com um bocadinho mais de energia...
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
En passant
Tenho andado com falta de inspiração. Em tudo. A última semana foi, no mínimo, supreendente, mas não tenho como dizê-lo, sequer descrevê-lo. Fico a meio da frases, a meio da história... peloq ue rendo-me às evidências (e ao cansaço...~9, fica para a próxima... aconchego-me na ideia de que o meu, o nosso, jantar de Natal está a chegar e que em breve vou estar rodeada de amigos e quentinho
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
A mudança faz (quase) sempre bem
Mudei de local de trabalho, não de trabalho, mas de local, e tenho a dizer que cada vez mais sou uma adepta da mudança... doseada, claro, com bom senso e a mudança genuína, não a fuga para a frente, distinga-se - essa quase nunca resulta.
Mas, então, mudei, mudei de zona de cidade, de estilo de edíficio, de sala (consequência óbvia!). E, assim, deixei um local com séculos de história para um com apenas décadas. Mais feio, sem dúvida, mas aprazível, pese embora. Estuo mais central na cidade parao meu quotidiano, porque, nesta cidade que é poli-central, estava também central... mas não tanto para o meu dia-a-dia.
E, na verdade, regresso a um local de trabalho que já foi o meu, por isso, foi apenas uma semi mudança. E foi simpático o regresso. Soube, sobretudo, bem... foi uma alteração na rotina que ajudou a recuperar um pouquinho do bom humor. E só por isso, valeu a pena!
Mas, então, mudei, mudei de zona de cidade, de estilo de edíficio, de sala (consequência óbvia!). E, assim, deixei um local com séculos de história para um com apenas décadas. Mais feio, sem dúvida, mas aprazível, pese embora. Estuo mais central na cidade parao meu quotidiano, porque, nesta cidade que é poli-central, estava também central... mas não tanto para o meu dia-a-dia.
E, na verdade, regresso a um local de trabalho que já foi o meu, por isso, foi apenas uma semi mudança. E foi simpático o regresso. Soube, sobretudo, bem... foi uma alteração na rotina que ajudou a recuperar um pouquinho do bom humor. E só por isso, valeu a pena!
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Há dias assim...
Escreve uma amiga minha, que está longe, a quem mando um enorme beijinho com muita ternura.
Mas há mesmo dias assim, em que as distâncias pesam, a esperança esvai-se como areia entre os dedos e toda a bagagem que carregamos parece excessivamente pesada para o resto da viagem. Mas não há como nos aliviarmos dela. Pertence-nos.
Há dias assim, que em a neve e a chuva, na sua beleza intrínseca, ao invés de diluirem as nossas tristezas e frustrações, potenciam-nas, dando-lhes uma força esmagadora. E a sensação é a de que o amanhã não será diferente, talvez porque o ontem também não o foi. Uma incessante repetição, uma reiterada confirmação dos nossos piores medos e receios. E o frio penetra intensificando o desejo de não me mexer, de não pensar e sobretudo de não sentir.
Há dias assim, em que tudo saiu do sítio, onde a ordem que se conseguira alcançar se desfaz sem serenidade, sem dar acalmia, uma peça cai atrás da outra.
Ha dias assim.
Mas há mesmo dias assim, em que as distâncias pesam, a esperança esvai-se como areia entre os dedos e toda a bagagem que carregamos parece excessivamente pesada para o resto da viagem. Mas não há como nos aliviarmos dela. Pertence-nos.
Há dias assim, que em a neve e a chuva, na sua beleza intrínseca, ao invés de diluirem as nossas tristezas e frustrações, potenciam-nas, dando-lhes uma força esmagadora. E a sensação é a de que o amanhã não será diferente, talvez porque o ontem também não o foi. Uma incessante repetição, uma reiterada confirmação dos nossos piores medos e receios. E o frio penetra intensificando o desejo de não me mexer, de não pensar e sobretudo de não sentir.
Há dias assim, em que tudo saiu do sítio, onde a ordem que se conseguira alcançar se desfaz sem serenidade, sem dar acalmia, uma peça cai atrás da outra.
Ha dias assim.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
quando a felicidade dos outros nos contagia
Dormi pouco, depois de um voo igual a todos os outros dos últimos tempos, mas durante o qual me acompanhou um agradável livro. Menos mau. Mas dormi pouco sinto-me sem paciência para o ritual de preparação pré-boda (não a minha, esclareço desde já). Cabelo, manicure, suspiro com muito pouca paciência. O vestido está passado? Sim, deixei isso feito antes da partida para o norte da Europa. Sapatos... acabo por fazer uma escolha pouco sensata, como horas mais tarde viria a verificar... mala, pequena comme if faut, onde tento enfiar tudo o que preciso para as próximas horas... acaba por não ser uma clutch assim tão pequena (que "mais casamento" diria quem deu parecer máximo sobre a fatiota, mas respondo que o pragmatismo tem de imperar). Depois, o momento menos agradável, esconder as olheiras e o cansaço acumulado das últimas semanas... ah a invenção da maquilhagem! truque aqui, truque ali, anti-olheiras acolá. Olho ao espelho, não estou mal.
Saio, meio a correr... quero evitar o que aconteceu no último casamento, em que tive de pedir à noiva que esperasse um minuto para eu conseguir entrar na Igreja a tempo. Estou cansada e com sono, mas feliz, feliz sobretudo por quem vai casar e por isso, vou, lentamente, na proporcionalidade em que me vou aproximando da Igreja, esquecendo o cansaço. E quando chego, sorrio de genuina alegria e assim será durante as 12h seguintes, durante as quais nem as dores de pés (que ideia a minha de calçar uns saltos de 10 cm!) nem o joão pestana, fizeram esmorecer a boa disposição.
Nada como a felicidade dos outros para que fiquemos igualmente felizes. Aos dois!
Saio, meio a correr... quero evitar o que aconteceu no último casamento, em que tive de pedir à noiva que esperasse um minuto para eu conseguir entrar na Igreja a tempo. Estou cansada e com sono, mas feliz, feliz sobretudo por quem vai casar e por isso, vou, lentamente, na proporcionalidade em que me vou aproximando da Igreja, esquecendo o cansaço. E quando chego, sorrio de genuina alegria e assim será durante as 12h seguintes, durante as quais nem as dores de pés (que ideia a minha de calçar uns saltos de 10 cm!) nem o joão pestana, fizeram esmorecer a boa disposição.
Nada como a felicidade dos outros para que fiquemos igualmente felizes. Aos dois!
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