quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Distância... construções racionais...e, a contragosto, realidade

Distância, medida em milímetros, centímetros, metros, quilómetros. É, às vezes, uma forma conhecida de gerir chatices e evitar asneiras.
O problema é quando a distância, falsamente colocada, uma construção racional - sim essa, ou essas, que construimos para que o emocional não impere - é desfeita em segundos. Faz pouco mais de uma semana. Maldito telefone. Senti o sangue fugir-me da cara. As pernas fraquejarem. E senti um genuíno pavor, como desde há muito não sentia. Quase não ouvi o que a voz desconhecida me estava a dizer. São aqueles telefonemas que se temem. Mas não foi. Pareceu ser, mas não foi. Confirmei depois. Ficou, no entanto, a sensação amarga de que o tempo não havia passado e que a distância tinha sido inútil. Porque temi o que aquela voz desconhecida me ia dizer.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Shall we dance?


O projecto Tok'Art (http://tok-art.blogspot.com) é recente, mas a avaliar pelo que se escreve sobre ele e a qualidade das pessoas envolvidas, vale a pena estarmos atentos... e dancemos e vejamos dançar sempre!

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

As contradições das relações modernas


Em blogue de amiga (vide Histórias de Prainha), vinha a descrição da seguinte conversa em capital europeia:
"Sorry, girl! For the past 20 minutes you kept on telling me that you don't want a relationship and you don't want to be with someone just for fun! You think a relationship means a serious commitment with a wedding and children on the way and you are too scared. You want something in between, cool, relaxed, no pressure, but I'm not sure if that exists, because the moment the guy will tell you he has plans or he'll see someone else you won't be cool about it.
But I know what are you looking for: You want someone that waits for you at home, cares about you, when you are sick has something to say, someone that organises a cinema for you, makes you coffee / tea or even bring you breakfast in bed? (Ela acenava que sim, as barreiras tinham caido, no fundo tinha razao...)Things as simple as that, just someone to be there for you... Well if this is not a relationship for you, then... you should find a butler!!!"

episódios da vida moderna... não a de Chaplin, bem está de ver...

O desligar

Há momentos, podem ser fracções de segundo, em que desligamos. O nosso corpo ou a nossa mente, ou bem pode ser o nosso corpo e a nossa mente dizem basta. E não há nada que possamos fazer. De repente, estamos em queda livre para parte incerta, libertamo-nos de tudo e de nada, pensamos no nada e no tudo. Saída desses momentos, fico sempre algo confusa. Levo uns segundos a voltar ao mundo. E depois, às vezes, há os "baldes de água fria". Mas valia a queda livre, penso. Sempre faltava a linha lógico-racional que nos lembra o que "deve ser", não o que foi, o que é ou o que gostaríamos que fosse. Sempre são momentos em que o sonho é genuíno e credível. E, às vezes, sabe tão bem sonhar...

domingo, 25 de novembro de 2007

post factum

E, assim, serenamente, depois de sonhos e pesadelos, de esperança e desilusão, sem o saber e sem o verbalizar disse adeus. Disse-te adeus.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Morreu Béjart

Hoje, a minha rotina matinal foi surpreendida pela notícia da morte de Maurice Béjart, coreógrafo que acompanha a minha paixão pela dança desde que em lembro. O meu andar estremunhado pela casa com as notícias como banda sonora para o pequeno almoço, leitura rápida dos mails para saber o que me espera, foi agitado pela notícia da primeira página do Público, apresentada no momento em que o telejornal dedica à imprensa escrita.
Fiquei com pena. Tenho pena. Admiro profundamente o trabalho de Béjart, a sua precisão no uso do vocabulário do clássico ballet, sem comprometer a sua própria estética e o desejo de expandir o mais possível as fronteiras entre o clássico e o moderno. E admiro o pensamento do coreógrafo, mas também do ser humano convicto no valor da liberdade, como transpareceu nas entrevistas e livros que fui lendo.
Recordo com particular emoção as duas idas ao Coliseu de Lisboa para ver a sua companhia de dança, o Ballet du XXe Siècle. O Coliseu sempre cheio. Sempre expectante quanto ao momento, que se sabia único, que se iria viver. O mundo da dança está mais pobre.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

depois de algum tempo...

Ha ja algum tempo que nao escrevo, nao tanto por nao querer, mas por falta de tempo. Hoje, num computador que nao tem possibilidade fazer acentuacao em portugues, numa cidade que comeco a conhecer melhor, e tem dias em que gosto muito, outras em que nao a compreendo e sinto vontade de regressar a lisboa bela e quente (demasiado para novembro, e certo, mas agradavel), aqui estou, a matar saudades da blogosfera.
E saudades dos amigos que nao tenho conseguido ver. Confesso que nao tenho nada de especial para contar. E estou com aquela terrivel sensacao que temos em frente de uma pagina branca. E assim fica um estranho post