sexta-feira, 25 de maio de 2007

Citando Fernando Pessoa

O valor das coisas não está no tempo que elas duram,
Mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis,
Coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Lisboa Revisitada II...


E se restam dúvidas quanto ao encanto de Lisboa, mesmo nos seus defeitos e mesmo nas suas dificuldades...

Lisboa revisitada

Hoje, as leituras na blogosfera e fora dela (porque me mantenho fiel ao gosto do "suporte de papel", do passar de página que deixa - no caso dos jornais - marca nos dedos, de tinta ainda fresca sem o ser...) trouxeram-me de volta a Lisboa... cosmopolita ou nem tanto? Quando mais vivo fora e regresso, quanto mais viajo, mais acho que ganha o primeiro, mesmo com todos os constrastes, idiossincrasias, crises políticas e buraco orçamental. A capital está, é certo, lomge de ser uma cidade perfeita. Mas, essas, são mitos, por sinal, urbanos. As cidades são como as pessoas, com defeitos e qualidades e vivem com bons ou maus momentos. O quotidiano vivido em outras cidades demonstra isso. Há cosmopolismos que escondem um profundo convencionalismo e tacanhez de espírito, há belos edíficios e bairros que mascaram problemas sociais, e ao domingo são raras as cidades que não descansam, tirando aquela que nunca dorme, sendo certo que mesmo essa abranda o ritmo! Eu, por mim, cada vez que regresso ao Lisboa, vou redescobrindo a sua beleza, os seus cantos e recantos, o facto de ser uma cidade com História e histórias, de carácter vincado mas que dá as boas vindas ao outro como nenhuma outra cidade que conheço e apesar de estarmos afastados, na maioria das vezes, dos movimentos de vanguarda. É uma cidade, para o tamanho e, sim, retomo a questão, orçamento (ou a falta dele), com uma vida cultural intensa, e já não falo da noite de Lisboa, porque essa é de facto única, em variedade e quantidade (que muitas das vezes se encontra com variedade). Não vou negar que Lisboa tem problemas, que há espaços de arquitectura infeliz, de ruína absoluta, de pobreza, de excesso de carros, com o trânsito que gosta de testar os limites da paciência humana. Mas uma cidade por mais ou menos cosmopolita que seja, não está imune a estes problemas, Nova Iorque e Londres, ícones de modernidade. cosmopolismo são um bom exemplo disso... basta sair do roteiro turístico.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Não é fácil.

mas é simples... é o que dizem!

segunda-feira, 14 de maio de 2007

As marquises

As marquises são um fenómeno que me intriga profundamente. Talvez porque tenha vivido mais de um ano num país da Europa do Norte, onde, apesar do tamanho das casas não ser substancialmente maior do que as nossas, a falta sol determina que não se fecha aqueles 2 metors por 1 metro. Isso seria, é impensável. A ideia é, quanto maior espaço exterior se tiver melhor, porque assim, qualquer raio de sol que se atreva a penetrar as esspessas nuvens costumeiras naquelas terras é imediatamente aproveitado! Ora, regressada que estou a Lisboa, não deixo de me admirar da nossa tradição. Raros são os prédios que não têm "marquises", com o obejctivo de aparentemente dar mais espaço às casas, ou servir de espaço multiusos onde colocamos tudo aquilo que, enfim, já não nos interessa por aí além. Devo avançar que me parece um desperdício de oportunidade, numa terra tão solarenga. Desde logo, porque no verão, a marquise é um forno impossível de sustentar e depois porque, mesmo em dias de Inverno, quando o sol se apresenta sabe tão bem ter uma cadeira onde nos podemos espreguiçar e celebrar o dolce fare niente! Confesso, tenho pena que a minha casa não tenha uma varanda (e se tivesse marquise, já teria sido aberta e restaurada ao seu aspecto inicial)!

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Sejamos realistas, exijamos o impossível

Esta semana estou particularmente virada para os gauleses e seus ditos e gritos de força, tenho cá para mim que é por causa das eleições presidenciais e seu infeliz (para mim, o que significa, em democracia, bons para outros) resultado e as manifestações diárias que contra Sarkozy se emergem.
Mas não é sobre política que quero escrever, mas sobre o que me disseram há uns dias que me fez pensar no grito mítico de Maio de 1968.... dizia-me um amigo, a propósito de se ter vivido em diferentes países, criado raízes, mais ou menos fortes, em várias cidades, de, no fundo, se viver quase constantemente dividido entre o sítio onde estivémos e o sítio onde estamos agora.... dizia-me ele "não se pode ter tudo"... isto depois de lhe ter respondido que estava feliz por ter regressado e a gostar do projecto em que estou a trabalhar, mas que mesmo assim, não deixo de ter saudades. Hoje, passadas umas noites de pouco sono e muito trabalho, pergunto-me, mas porque que raio não se pode pelo menos sonhar em ter tudo? Porque é que não podemos mesmo ser realistas e exigir o impossível?

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Piaf

No domingo de todas as decisões eleitorais em França e, mais importante, no dia dedicado às mães, fui ver o La Vie en Rose. E recomendo, sobretudo pela representação soberba de Marion Cotillard.