sexta-feira, 18 de maio de 2007
segunda-feira, 14 de maio de 2007
As marquises
As marquises são um fenómeno que me intriga profundamente. Talvez porque tenha vivido mais de um ano num país da Europa do Norte, onde, apesar do tamanho das casas não ser substancialmente maior do que as nossas, a falta sol determina que não se fecha aqueles 2 metors por 1 metro. Isso seria, é impensável. A ideia é, quanto maior espaço exterior se tiver melhor, porque assim, qualquer raio de sol que se atreva a penetrar as esspessas nuvens costumeiras naquelas terras é imediatamente aproveitado! Ora, regressada que estou a Lisboa, não deixo de me admirar da nossa tradição. Raros são os prédios que não têm "marquises", com o obejctivo de aparentemente dar mais espaço às casas, ou servir de espaço multiusos onde colocamos tudo aquilo que, enfim, já não nos interessa por aí além. Devo avançar que me parece um desperdício de oportunidade, numa terra tão solarenga. Desde logo, porque no verão, a marquise é um forno impossível de sustentar e depois porque, mesmo em dias de Inverno, quando o sol se apresenta sabe tão bem ter uma cadeira onde nos podemos espreguiçar e celebrar o dolce fare niente! Confesso, tenho pena que a minha casa não tenha uma varanda (e se tivesse marquise, já teria sido aberta e restaurada ao seu aspecto inicial)!
quinta-feira, 10 de maio de 2007
Sejamos realistas, exijamos o impossível
Esta semana estou particularmente virada para os gauleses e seus ditos e gritos de força, tenho cá para mim que é por causa das eleições presidenciais e seu infeliz (para mim, o que significa, em democracia, bons para outros) resultado e as manifestações diárias que contra Sarkozy se emergem.
Mas não é sobre política que quero escrever, mas sobre o que me disseram há uns dias que me fez pensar no grito mítico de Maio de 1968.... dizia-me um amigo, a propósito de se ter vivido em diferentes países, criado raízes, mais ou menos fortes, em várias cidades, de, no fundo, se viver quase constantemente dividido entre o sítio onde estivémos e o sítio onde estamos agora.... dizia-me ele "não se pode ter tudo"... isto depois de lhe ter respondido que estava feliz por ter regressado e a gostar do projecto em que estou a trabalhar, mas que mesmo assim, não deixo de ter saudades. Hoje, passadas umas noites de pouco sono e muito trabalho, pergunto-me, mas porque que raio não se pode pelo menos sonhar em ter tudo? Porque é que não podemos mesmo ser realistas e exigir o impossível?
Mas não é sobre política que quero escrever, mas sobre o que me disseram há uns dias que me fez pensar no grito mítico de Maio de 1968.... dizia-me um amigo, a propósito de se ter vivido em diferentes países, criado raízes, mais ou menos fortes, em várias cidades, de, no fundo, se viver quase constantemente dividido entre o sítio onde estivémos e o sítio onde estamos agora.... dizia-me ele "não se pode ter tudo"... isto depois de lhe ter respondido que estava feliz por ter regressado e a gostar do projecto em que estou a trabalhar, mas que mesmo assim, não deixo de ter saudades. Hoje, passadas umas noites de pouco sono e muito trabalho, pergunto-me, mas porque que raio não se pode pelo menos sonhar em ter tudo? Porque é que não podemos mesmo ser realistas e exigir o impossível?
segunda-feira, 7 de maio de 2007
Piaf
No domingo de todas as decisões eleitorais em França e, mais importante, no dia dedicado às mães, fui ver o La Vie en Rose. E recomendo, sobretudo pela representação soberba de Marion Cotillard.
sexta-feira, 4 de maio de 2007
Fim de Semana à espera
Quando chega a 6a feira, normalmente, já desejo que seja fim do dia, porque o corpo e a cabeça já pedem umas horinhas mais na cama, um delicioso e demorado pequeno almoço e a a fantástica possibilidade (quando existe) de se fazer rigorosamente nada. Tenho amigos - e compreendo-os - que anseiam pelo fim de semana para fazer tudo e mais alguma coisa: desde as jantaradas, à praia, à saída à noite, às idas aos museus, cinema, teatro e, com tudo isto, ainda ter tempo de repor energias! ufff... confesso, sou mais limitada neste campo. Gosto mesmo do fim de semana pela tranquilidade, pelo facto de poder não ter relógio, nem tão pouco ter de correr de um lado para o outro. Desenganem-se se acham que não vou jantar, ao cinema, ao teatro, beber um copo e tal e tal e tal... faço tudo isso, mas aos bocadinhos, num fim de semana uma coisa, noutro fim de semana outra, com serenidade... esse privilégio dos dias modernos. Este fim de semana, dedicar-me-ei à campanha do banco alimentar, decidi que este é um fim de semana dedicado aos outros, ainda que com uma horinha ou duas a mais na minha ronha matinal;-) ... e já, agora, segunda confissão, vou estar atenta às eleições presidenciais francesas... porque a curiosidade é muita!!!
quarta-feira, 2 de maio de 2007
Aos amigos!
Numas destas noitas já de pré-verão, deliciando-me com o reencontro com a comida portuguesa e, sobretudo, deliciando-me mais ainda com o regresso ao "conbíbibio" com amigos (vão certamente perdoar-me, mas nisto, neste lado emigrante e imigrante, não sou diferente de ninguém, as longas estadias fora e os regressos são sempre marcados por momentos um tanto a puxar para o romance de cordel e outros ao estilo da "janela a la fenetre". Quem não foi emigrante e imigrante estranha, quem o é ou já o foi já entranhou)... e fui obrigada a reconhecer que por mais independente que se seja, não há nada com um jantar com amigos para recuperarmos o bom humor que a semana teima em corroer aos bocadinhos. Assim sendo, aos amigos!
Assinar:
Postagens (Atom)