segunda-feira, 6 de outubro de 2008

domingos

7h00 da manhã... não consigo pregar mais olho, apesar de ter mal ter dormido e o dia anterior ter sido passado a coordenar e a montar armários, a colocar candeiros novos (como diriam os anglo-saxónicos, "I am nesting",porque razão? Não sei, e atendendo ao facto de, hoje em dia, viver numa mala e em aeroportos, menos sei). É domingo, caramba, dorme mais umas horas!... o corpo não obedeceu, puxo do livro que estou a ler,... mas é ligado à preparação da apresentação do projecto de tese de doutoramento... não me apetece; puxo do outro livro que estou a ler, sobre a Argentina... também não serve... estou inquieta, ando inquieta. Revista do semanário de eleição. Ponho de lado quase logo a seguir. Olho para o relógio... 7h40... é domingo. Paciência.
Levanto-me, arranjo-me, pego nos ténis, ainda com marcas das caminhadas em Salta, suspiro e saio porta fora. Vou caminhar, para organizar ideias. Parece-me que é o que mais tenho feito ultimamente: caminhar para organizar ideias. E elas, teimosas, continuam desarrumadas. Caminho na realidade sem pensar, concentro-me na música e no lema "just do it" (da celebrada marca de ténis, sim, essa mesma que estão a pensar). O problema é que o "just do it"´não é fácil de aplciar: vendo ou alugo a casa, arranjo emprego no outro lado do mundo ou em África, e depois? Tudo parece uma ideia romântica. Mas tantas pessoas o fazem, porque é que eu me sinto tão presa a minha vida actual, quando claramente não me está a encher as medidas?
Continuo a caminhar. E a ouvir música. E as ideias aidna desorganizadas... posso ligar ao doutoramento, a ideia presta-se a isso, um ano aqui, um ano ali, pesquiso e ajudo... continuo a caminhar... o caminho a percorrer foi ainda longo. É ainda longo.

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